Em resumo
- O livro "Imagina na Adolescência" de Thaís Vilarinho chega aos palcos em uma comédia que retrata as transformações da relação entre mães e filhos adolescentes.
- A peça aborda temas como autonomia, privacidade, comunicação e os conflitos naturais que emergem quando adolescentes buscam independência.
- Priscila Assum estrelará o espetáculo, que fica em cartaz de outubro a dezembro de 2026, marcando a segunda adaptação da autora com a mesma equipe criativa.
- Thaís Vilarinho enfatiza que a obra pretende gerar identificação e empatia, não ser um manual de como criar adolescentes.
Três anos depois de levar “Mãe Fora da Caixa” para os palcos, a autora Thaís Vilarinho volta a se unir à mesma equipe criativa para uma nova adaptação teatral. Desta vez, o livro escolhido é “Imagina na Adolescência”, seu terceiro livro, que chega aos palcos em outubro trazendo uma reflexão sobre as transformações que ocorrem quando o filho entra na adolescência. A comédia examina como mães navegam essa transição delicada, ajustando-se à crescente autonomia do filho enquanto tentam manter a proximidade que construíram nos anos anteriores.
A chegada do espetáculo aos palcos
O Teatro Multiplan Morumbi Shopping, em São Paulo, receberá a estreia de “Imagina na Adolescência” no dia 10 de outubro de 2026. A comédia permanecerá em cartaz até 6 de dezembro, oferecendo múltiplas oportunidades para o público vivenciar a história que toca tantas famílias brasileiras. As apresentações acontecem regularmente aos sábados e domingos às 17 horas, com sessões especiais nos feriados de 12 de outubro e 2 de novembro às 19h30, além de apresentações extras em 5 e 6 de dezembro também nesse horário. Uma pausa ocorre entre 17 e 18 de outubro, quando não há apresentações agendadas.
Duração e informações práticas para o público
O espetáculo tem duração de 75 minutos, uma extensão apropriada para manter a tensão dramática sem extenuar a plateia. Classificado para maiores de 12 anos, a peça consegue equilibrar temas delicados com abordagem acessível para adolescentes. Os ingressos custam R$120 na inteira e R$60 na meia-entrada, tornando a experiência teatral acessível a diferentes públicos.
Os temas que estruturam a narrativa
A obra aborda uma série de assuntos que ganham relevância quando adolescentes começam sua jornada de independência. Entre eles estão limites, privacidade, comunicação, questões sobre sexualidade e drogas, além de autonomia. Igualmente importante, a peça examina o afastamento natural que surge quando os adolescentes constroem vidas que já não incluem os pais em cada momento. As inseguranças que acompanham essa transformação, bem como os conflitos que emergem, formam o tecido emocional da história.
Uma relação em transformação
A peça coloca em cena exatamente o ponto de inflexão em que a relação construída durante a infância sofre mudanças profundas. O filho passa a buscar mais autonomia, descobrindo quem é além do papel de filho. A mãe, por sua vez, enfrenta o desafio de encontrar novos modos de estar próxima sem interromper esse processo natural de independência. Essa tensão criativa entre proximidade e distância é onde muitos dos conflitos da história se desenrolam.
Leveza em meio aos desafios
Apesar dos temas sérios, a comédia encontra espaço para o humor. Segundo Priscila Assum, a atriz que estrelará a peça, há situações nas quais a dificuldade e a graça coexistem. Quando passam o “olho do furacão” da adolescência, muitos desses momentos que pareciam complicados terminam sendo engraçados quando observados de uma perspectiva diferente, transformando tensão em riso compartilhado.
Priscila Assum: atriz e mãe na interpretação
Quem assume o papel da mãe no espetáculo é Priscila Assum, uma atriz que vive a adolescência também em sua vida pessoal. Mãe de um adolescente, Assum encontra identificação em muitas das situações retratadas na peça. Porém, ela deixa claro que buscou evitar uma abordagem autobiográfica restrita. Sua escolha foi ampliar o olhar para além de sua experiência individual, criando espaço para diferentes formas de ser mãe, sem julgamentos sobre o que constitui a maternidade “correta”.
A empatia como ferramenta de atuação
Esse reconhecimento pessoal do tema fornece autenticidade, mas a profundidade vem da disposição em ver maternidades outras, em suas multiplicidades. A personagem transcende a experiência singular da atriz para abraçar as diversas realidades que o público reconhecerá.
A equipe criativa por trás da adaptação
A dramaturgia da peça fica a cargo de Cláudia Gomes, com direção de Joana Lebreiro e coordenação artística de Pablo Sanábio. Essa combinação marca a segunda parceria entre Thaís Vilarinho e essa equipe criativa, repetindo uma fórmula que provou funcionar no passado. A primeira colaboração resultou em “Mãe Fora da Caixa”, que estreou em 2019 e levou a dramatização para 250 mil pessoas.
O sucesso duradouro de “Mãe Fora da Caixa”
“Mãe Fora da Caixa” permanece em cartaz há sete anos após sua estreia, demonstrando um apelo duradouro junto ao público. A peça, estrelada por Miá Mello, tornou-se um fenômeno teatral que continuou atraindo espectadores ano após ano. Em 2026, a história ganhou também uma versão cinematográfica, expandindo o alcance da narrativa para outro meio. Essa trajetória precedente posiciona “Imagina na Adolescência” em um contexto de confiança criativa já estabelecida.
Continuidade narrativa entre as adaptações
“Mãe Fora da Caixa” explorava as primeiras etapas da maternidade, aquele período intenso quando os filhos chegam ao mundo e as mães se veem diante de dilemas totalmente novos. “Imagina na Adolescência” avança no tempo, colocando em cena uma etapa subsequente da vida familiar. Se a primeira peça tratava da chegada e dos primeiros anos, a segunda examina o que acontece quando esses filhos crescem, deixam de ser pequenos e reivindicam espaço próprio.
A filosofia por trás da obra
Thaís Vilarinho é clara sobre o que ela não deseja que sua obra se torne. Ao conversar sobre a peça, deixa claro: “A única coisa que eu queria era que não parecesse um manual. Gostaria que o livro gerasse identificação entre as mães, empatia pelos adolescentes e reflexões. Não sou adepta a manuais para nada na vida.” Essa postura rejeita a tentação comum de transformar narrativas sobre maternidade em prescrições, em listas de “faça isso, evite aquilo”.
Para a autora, o mecanismo principal que torna uma história útil é o compartilhamento autêntico de vivências. “Acredito que a nossa vivência compartilhada é o que ajuda, é o que nos salva. Imagina na Adolescência, assim como meus outros livros, é exatamente sobre isso: vivências, sentimentos e pensamentos compartilhados.” Essa abordagem fundamenta toda a obra, colocando a experiência comum como ferramenta de conexão e compreensão mútua.
Uma oportunidade para famílias
Para pais e filhos adolescentes, a peça oferece algo raro: um espaço compartilhado onde as dinâmicas familiares podem ser observadas, refletidas e até mesmo celebradas em seu absurdo cotidiano. O espetáculo de 75 minutos condensa um período inteiro da vida familiar em uma narrativa coesa, permitindo que espectadores reconheçam suas próprias histórias no palco sem sentir-se julgados por elas.
Fonte: Pais e Filhos
Perguntas frequentes
Quando estreia "Imagina na Adolescência" no teatro?
A comédia teatral estreia em 10 de outubro de 2026 no Teatro Multiplan Morumbi Shopping, em São Paulo, e fica em cartaz até 6 de dezembro.
Quem estrelará a peça?
Priscila Assum, atriz e mãe de um adolescente, interpretará a mãe que precisa aprender a lidar com as mudanças provocadas pela adolescência do seu filho.
Qual é o preço dos ingressos e a duração da peça?
Os ingressos custam R$120 inteira e R$60 meia-entrada. O espetáculo tem duração de 75 minutos e classificação indicativa de 12 anos.