Carregando...

Harry e Meghan planejam nova residência no Reino Unido em setembro

Em resumo

  • Harry e Meghan planejam estabelecer residência no Reino Unido em agosto, com os filhos Archie e Lilibet iniciando escola britânica em setembro.
  • A mudança não implica retorno às funções oficiais da Família Real; a residência será privada e desvinculada da Coroa.
  • O rei Charles III reagiu positivamente aos planos, apontando para sinais de aproximação familiar após anos de distanciamento.
  • Os filhos terão oportunidades renovadas de conexão com suas raízes britânicas e convivência com parentes próximos.

Seis anos após deixarem o Reino Unido, o príncipe Harry, de 41 anos, e Meghan Markle, de 45, anunciaram planos para estabelecer uma nova residência no país britânico. A mudança, divulgada pela revista americana People em 19 de agosto, marca uma transformação significativa na trajetória da família, que se radicou nos Estados Unidos em 2020 seguindo a renúncia às obrigações oficiais da monarquia.

Os filhos do casal, o príncipe Archie, de 7 anos, e a princesa Lilibet Diana, de 5 anos, deverão ingressar em uma escola britânica quando tiver início o ano letivo em setembro. A mudança, prevista para começar ainda em agosto, reposiciona a família no cenário internacional sem, contudo, alterar o status de afastamento que Harry e Meghan mantêm da Coroa.

A decisão de retornar ao Reino Unido não implica abandono de outras propriedades que o casal adquiriu durante sua permanência nos Estados Unidos. A residência em Montecito, na Califórnia, onde vivem desde que deixaram as responsabilidades reais, será mantida, assim como a propriedade de férias em Portugal.

Uma Mudança Sem Ruptura com a Califórnia

A estratégia de Harry e Meghan de preservar múltiplas residências reflete uma abordagem prática para sua vida internacional. O casal não pretende fazer uma mudança permanente para apenas um país, mas sim dividir o tempo entre continentes, mantendo conexões estabelecidas ao longo de seis anos no continente americano.

Montecito como base permanente

A propriedade na Califórnia permanece como centro das operações da família. Adquirida após a saída do Frogmore Cottage, em Windsor, a casa de Montecito representa a vida que Harry e Meghan construíram fora do alcance direto das instituições reais britânicas.

Portugal no calendário familiar

A manutenção da residência de férias em Portugal aponta para continuidade do estilo de vida que o casal desenvolveu ao distanciar-se da monarquia. Esse padrão de mobilidade internacional tornou-se característico de sua rotina nos últimos anos.

O Retorno Sem as Funções Reais

Apesar da volta geográfica ao Reino Unido, Harry e Meghan deixam claro que essa mudança não representa reintegração às funções e responsabilidades da Família Real. Viverão em uma propriedade privada, completamente desvinculada da Coroa britânica, mantendo a separação que iniciaram em janeiro de 2020.

Um distanciamento que persiste

A ausência de retorno às obrigações monárquicas distingue essa mudança de um simples regresso ao país. A família escolhe revitalizar sua presença territorial sem aceitar os encargos institucionais que rejeitaram seis anos atrás.

A diferença entre residência e restauração

O foco em uma propriedade privada, sem conexão com instituições reais, reforça a posição que Harry e Meghan assumiram publicamente: o desejo de privacidade e autonomia que motivou sua partida. Residir no Reino Unido não significa responder novamente a protocolos ou expectativas da monarquia.

O Frogmore Cottage e O Que Sobra

Para compreender o peso dessa volta, é necessário retomar como Harry e Meghan deixaram o Reino Unido. Em 2023, foram convidados a desocupar o Frogmore Cottage, propriedade em Windsor que havia sido cedida pela rainha Elizabeth II. O episódio seguiu-se à publicação de O que Sobra, livro de memórias em que Harry relatou detalhes dos bastidores de sua relação com a instituição monárquica.

A obra ampliou publicamente os conflitos entre Harry e seu irmão, o príncipe William, herdeiro do trono britânico. A saída do Frogmore Cottage marcou o ponto de maior distanciamento material entre a família e as estruturas da monarquia, uma ruptura que perdurou até agora.

Sinais de Descongelamento

Recentemente, registraram-se indicadores de aproximação dentro da dinâmica familiar. Harry e Meghan visitaram o Reino Unido com Archie e Lilibet poucas semanas antes do anúncio dessa mudança. Tratou-se do primeiro reencontro das crianças com o avó, rei Charles III, em mais de quatro anos.

A reação do monarca, de 77 anos, à notícia da mudança iminente corrobora essa tendência. Segundo a revista People, Charles III soube dos planos em 16 de agosto e recebeu a informação de forma positiva, considerando-a uma oportunidade para maior convivência com a família Sussex em um contexto puramente pessoal e familiar.

Charles III abre-se à aproximação

A receptividade do rei contrasta com os anos de tensão que sucederam o anúncio de 2020. Sua resposta à notícia sugere disposição para reconstrução de laços, ainda que dentro dos limites de respeito à autonomia que Harry e Meghan preservam.

O Impacto para as Crianças

A mudança carrega significados distintos para Archie e Lilibet. O príncipe Archie nasceu no Reino Unido, tornando essa volta, de certo modo, um retorno. Já a princesa Lilibet, nascida nos Estados Unidos, terá oportunidades ampliadas para vivenciar o país de origem de seu pai.

Para ambas as crianças, o ingresso em uma escola britânica abre perspectivas de socialização, educação e conexão com raízes que, até agora, existiam apenas no relato dos pais. A movimentação familiar reconhece a importância de aproximar os filhos de sua herança e geografia de origem, ainda que fora do âmbito das funções reais.

Uma Família em Reconfiguração

A decisão de Harry e Meghan representa um capítulo novo em trajetória que, há seis anos, pareceu inscrita de forma permanente. A volta ao Reino Unido, sem retomada das obrigações monárquicas, exemplifica a complexidade de suas circunstâncias: desejo simultâneo de distância institucional e proximidade geográfica e familiar.

O estabelecimento de uma residência britânica não encerra o processo de afastamento que iniciaram, mas o reconfigura. A família mantém a liberdade que perseguiu, ao mesmo tempo em que reconstrói vínculos territoriais com o país que deixaram. Isso ocorre em um contexto de sinais crescentes de descongelamento com Charles III, sugerindo que a mudança acontece também em um momento de abertura relacional dentro da Família Real.

Para Archie e Lilibet, essa movimentação representa oportunidade de aprofundamento de conexões com avós, tios e primos em um contexto familiar renovado. O ano letivo que se aproxima marca o início de uma fase em que as crianças viverão uma aproximação prática e cotidiana com o Reino Unido, mediada não por obrigações reais, mas por escolhas autônomas de seus pais.

Perguntas frequentes

Qual é o cronograma para Archie e Lilibet iniciarem a escola britânica?

Os filhos devem começar o ano letivo em setembro em uma instituição britânica do Reino Unido.

Harry e Meghan manterão suas casas na Califórnia e Portugal?

Sim. O casal pretende manter a residência em Montecito, na Califórnia, onde vive desde 2020, e também a propriedade de férias em Portugal.

O retorno ao Reino Unido significa que Harry e Meghan reassumem papéis na Família Real?

Não. A mudança não representa retorno às funções oficiais da monarquia. A família viverá em uma propriedade privada sem vínculo com a Coroa.

Written by
Camila Ferrari

Camila Ferrari cobre sono do bebê e rotina familiar, com foco em métodos gentis para ajudar recém-nascidos e bebês maiores a dormirem melhor — e os pais também.